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Brasil registra 84,7 mil pessoas desaparecidas em 2025; média é de 232 casos por dia

Total de pessoas localizadas também vem aumentando ano a ano, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública

Alex Rodrigues - Agência Brasil05 de fevereiro de 2026, 08:00
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Brasil registra 84,7 mil pessoas desaparecidas em 2025; média é de 232 casos por dia

O Brasil registrou 84.760 casos de desaparecimento de pessoas em 2025. O número equivale a 232 sumiços diários e o resultado é 4,1% superior ao de 2024, quando foram registrados 81.406 desaparecimentos.

Os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam que nem a criação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, em 2019, foi capaz de conter a escalada do problema. Naquele ano, foram contabilizados 81.306 ocorrências.

Pessoas localizadas

O total de pessoas localizadas também vem aumentando desde o início desta década. Em 2020, 37.561 pessoas dadas como desaparecidas reapareceram ou foram localizadas. Em 2025, este número saltou para 56.688 – alta de 51% no período e de 2% em relação a 2024.

Para Simone Rodrigues, coordenadora do Observatório de Desaparecimento de Pessoas no Brasil (ObDes), da Universidade de Brasília (UnB), o avanço reflete tanto o crescente número de casos, quanto um aprimoramento das estratégias e ferramentas de busca.

"Tenho visto um maior empenho, principalmente nos últimos dois anos, em promover a interoperabilidade dos dados, a comunicação entre as instituições", disse a advogada e doutora em ciência política.

Política Nacional

Segundo a especialista, os dados oficiais não dão conta da real complexidade do problema. Inclusive porque muitos desaparecimentos estão associados a crimes não esclarecidos.

"As dinâmicas dos casos de desaparecimento são complexas e diversas. Para compreendê-las, é preciso levar em conta as várias formas de violência que muitas vezes estão envolvidas, como o feminicídio, tráfico de pessoas, trabalho análogo à escravidão, LGBTQfobia e a ocultação de cadáveres", ponderou Simone.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública reconheceu a subnotificação dos registros oficiais, mas ponderou que o aumento de 4% em relação ao ano anterior não significa, necessariamente, um crescimento real dos casos.

Fonte: Agência Brasil

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